Os consumidores jovens, especialmente aqueles pertencentes às gerações millennial e X, vem assumindo um protagonismo cada vez mais intenso dentro do mercado de luxo. As principais marcas e grifes do setor, percebendo esse novo comportamento, vem investindo de forma concreta no atendimento das demandas dessa parcela da população.
Um estudo global inédito publicado recentemente com 1.788 jovens de 18 a 35 anos, com renda entre US$ 500 mil ao ano até ultra-ricos com mais de US$ 10 milhões em patrimônio, revelou que o setor imobiliário lidera a lista de interesse entre ativos de luxo para essa geração, com cerca de 30% dos investidores priorizando imóveis de alto padrão, seguidos de carros de luxo (27,8%) e jatos particulares (15,1%). 70% dos jovens entrevistados dessa faixa etária, inclusive, já possuem imóveis.
Os dados são da pesquisa ‘Next Generation’, de Knight Frank, publicada no relatório The Wealth Report 2025, que analisa investimentos e concentração de riquezas do mundo.
De acordo com Manoel Passos, diretora de uma construtora localizada no estado de Santa Catarina e que atua neste nicho de mercado, “existe um pensamento de que a nova geração não está tão prepreocupada com a posse, porém, é importante analisar cada mercado. No imobiliário, se existe algo que é uma necessidade fundamental é a moradia. Viver em um imóvel que ele representa, a traga alto conforto e facilidades continua sendo um sonho de muitos”.
Casa e escritório
Um aspecto que contribui na compreensão dessa mudança de paradigma pode ser atribuído diretamente à pandemia de Covid-19. Com a necessidade do trabalho remoto, muitos jovens tomaram gosto pelo modelo de negócio e passaram a preferir produzir de casa. Dessa forma, escritório e residência passaram a ser um ambiente compartilhado. Uma pesquisa da Deloitte registrou que 75% das pessoas da Geração Y e Z preferiam um modelo de trabalho híbrido ou remoto.