No JK Iguatemi, convidados percorreram três ambientes que revelavam as notas e o universo da nova fragrância antes de senti-la na pele
Antes de sentir a nova L’Heure Bleue na pele, era preciso entrar em seu universo. Foi assim que a Guerlain escolheu apresentar no Brasil sua nova fragrância, em uma experiência imersiva realizada em São Paulo. O Info Luxo esteve no evento, que propôs um percurso por três ambientes para revelar, aos poucos, as referências, sensações e matérias-primas por trás da criação.

“É uma experiência que conta sobre as notas. Três diferentes salas onde os convidados poderão vivenciar essas notas para então descobrirem a fragrância. Uma inspiração em vivenciar o presente de uma forma realmente genuína”, disse Vivi Koyama, diretora-geral da Guerlain Brasil, ao Info Luxo.

A experiência começava pelo próprio conceito que dá nome ao perfume: a chamada “hora azul”, breve intervalo entre o dia e a noite, e também antes do amanhecer, em que a luz assume uma tonalidade azul profunda. O fenômeno natural serviu como fio condutor para uma apresentação que recorria a imagens, movimento e estímulos sensoriais para contar a história da fragrância antes de finalmente revelá-la.

Em uma das salas, a pergunta era quase abstrata: qual seria o aroma do céu? Em outra, o movimento ajudava a traduzir a ideia de transformação que acompanha esses poucos minutos de transição. O percurso chegava então ao universo da íris, uma das matérias-primas centrais da composição, em um ambiente tomado por projeções que remetiam à pintura impressionista.


Uma história que começa em 1912
A nova L’Heure Bleue estabelece uma relação direta com um dos perfumes históricos da Guerlain. Em 1912, Jacques Guerlain criou a fragrância homônima inspirado pela atmosfera da hora azul em Paris. Mais de um século depois, a Maison não substitui aquela fórmula, que permanece na coleção Légendaires, mas recupera sua inspiração para uma criação distinta, assinada por Delphine Jelk, diretora de Criação de Perfumes da Guerlain.
Íris, flor de laranjeira, baunilha e Ambroxan estão entre os elementos da nova composição. A íris, porém, ocupa um lugar particular nesse projeto. Foram necessários três anos de desenvolvimento para chegar a uma tintura exclusiva produzida a partir de rizomas encontrados na Itália.

A técnica parte de um processo histórico da perfumaria: a maceração da matéria-prima em álcool para extrair suas características olfativas. No caso da L’Heure Bleue de 2026, esse conhecimento foi revisitado para desenvolver uma nova expressão da íris, mais fresca e aérea, que aparece ao lado da manteiga de íris no coração da fragrância.
A flor de laranjeira acrescenta luminosidade à composição, enquanto baunilha e Ambroxan constroem uma base mais envolvente e próxima da pele. É nesse contraste entre frescor e intensidade que Delphine Jelk procura traduzir olfativamente a transição da hora azul.

Um ícone reinterpretado
A referência à criação de 1912 também aparece no design. O novo frasco recupera a silhueta de “coração invertido” concebida originalmente por Georges Chevalier, designer da cristaleria francesa Baccarat, mas ganha uma nova leitura, com acabamento laqueado em degradê de azuis e detalhes dourados.

O lançamento ultrapassa a fragrância. A Guerlain desenvolveu um sabonete para mãos e corpo no formato de coração invertido e três estojos Rouge G em edição limitada – Bleu Iconique, Bleu Rêverie e Bleu Astral –, levando a identidade visual de L’Heure Bleue também para o universo da maquiagem.
No Brasil, a nova L’Heure Bleue chega em versões de 30 ml, 50 ml e 100 ml, com preços de R$ 572 a R$ 1.020, além do refil de 200 ml, por R$ 1.339. A fragrância está disponível na boutique e no e-commerce da Guerlain e nas lojas físicas e online da Sephora.

