Inspirada no símbolo dos elos entrelaçados, a coleção reúne peças para a mesa e o lar que unem design contemporâneo, artesanato e a identidade da marca
Após uma ampla renovação, o icônico hotel de Mônaco revela sete suítes de ultra luxo, 40 novas acomodações e um bar que resgata o charme da Belle Époque
Marca britânica renova sua linha de difusores automotivos com design sofisticado, tecnologia de difusão em cerâmica e fragrâncias que permanecem por até oito semanas
Após 14 anos, a Maison retoma a Classic Run com um percurso de 600 quilômetros pelas Dolomitas, reunindo colecionadores, patrimônio cultural e sua histórica conexão com o automobilismo
Segunda marca da série Por Dentro da Beleza de Luxo, a Dior revela como um conglomerado transforma pesquisa biomédica, inteligência artificial e ingredientes proprietários em vantagem competitiva de longo prazo
Do cabelo dos mortos aos pingentes com cinzas: como o luxo sempre soube traduzir a dor em beleza.
Hoje, a morte é um assunto que o luxo raramente toca. Falamos de herança, de memória, de legado, mas raramente de luto. No século XIX, porém, a joalheria não apenas encarava a morte de frente: fazia dela sua matéria-prima mais valiosa.
Entre 1837 e 1901, a Era Vitoriana transformou o luto em um elaborado ritual social. E no centro desse ritual estavam as joias, não como acessórios, mas como documentos vivos de dor, memória e status. A grande catalisadora foi a própria rainha Vitória: quando o príncipe Alberto morreu em 1861, ela entrou em luto profundo e dele jamais saiu. Durante quarenta anos usou vestes negras e joias escuras, e a corte, a nobreza e toda a Inglaterra a imitaram. O luto deixou de ser uma experiência privada para se tornar um mercado.
Eram anéis, broches e pingentes em materiais escuros e simbólicos. O mais cobiçado era o azeviche, um fóssil vegetal formado há mais de 180 milhões de anos a partir da madeira comprimida de árvores da família Araucariaceae, extraído principalmente da costa de Whitby, na Inglaterra. Além dele, usavam-se ônix, vidro negro e esmalte preto.
Mas o elemento mais fascinante é hoje considerado macabro: o cabelo humano. Mechas do falecido eram trançadas, pintadas em miniatura ou inseridas em anéis e medalhões. Acreditava-se que o cabelo carregava uma propriedade sagrada: por resistir à decomposição, tornava-se símbolo de eternidade. A prática era tão popular que, em meados do século XIX, a Inglaterra chegou a importar 50 toneladas de cabelo por ano para suprir a demanda.
Os símbolos gravados carregavam significados precisos: o salgueiro-chorão representava luto; a urna funerária, a mortalidade; as pérolas simbolizavam lágrimas; o esmalte branco era reservado ao luto de crianças e mulheres solteiras.
À primeira vista, o culto vitoriano à morte parece distante e sombrio, mas há uma lição fundamental ali: a joia como memória tangível. Em uma época sem fotografia digital e sem redes sociais, a joia de luto era o único suporte físico para a lembrança de quem se foi. Permitia que o enlutado carregasse consigo uma parte do outro, literalmente.
Hoje, o mercado redescobriu esse desejo em outras formas. Empresas como a Eterneva, do Texas, transformam cinzas humanas em diamantes de laboratório e joalherias oferecem pingentes com impressões digitais gravadas em ouro. O luto contemporâneo é privado, silencioso, mas não desapareceu, apenas encontrou novas linguagens.
O que ainda não exploramos, no Brasil, é a potência histórica desse mercado. Peças vitorianas originais são disputadas em leilões internacionais e museus como o Victoria & Albert, em Londres, mantêm coleções dedicadas ao tema. Sabe-se que o azeviche era usado na joalheria brasileira desde o período colonial, e é plausível supor que as joias de luto tenham circulado entre as elites do Império, que acompanhavam a moda europeia. Mas essa é uma história pouco estudada, pouco colecionada e pouco valorizada por aqui.
A pergunta que fica para o mercado de luxo brasileiro é: por que temos tanto pudor em falar de morte? A joia de luto vitoriana nos ensina que a memória, quando traduzida em matéria-prima, pode ser não apenas bela, mas profundamente humana.
No fim das contas, uma joia nunca é apenas um acessório, é também aquilo que nos falta. E, às vezes, é na falta que o luxo encontra seu significado mais verdadeiro.
Entenda como a filosofia japonesa de hospitalidade inspira empresas a criar experiências personalizadas, fortalecer a fidelização e elevar o padrão de atendimento
Marca francesa transforma seu logo pela segunda vez em homenagem ao maior vencedor da história do tênis e apresenta cápsula com peças inspiradas no legado do atleta
Sob direção criativa de Pharrell Williams, maison apresenta uma coleção que une alfaiataria, performance, artesanato e sustentabilidade para redefinir a elegância masculina contemporânea.
Muito além dos produtos, a série do Info Luxo traz como pesquisa, biotecnologia, agricultura, propriedade intelectual e inovação sustentam o valor das principais marcas de beleza do mundo
Com mais de 125 peças únicas, “Le Chœur des Pierres” coloca esmeraldas, safiras, rubis e diamantes como protagonistas de criações desenvolvidas ao longo de 85 mil horas de trabalho artesanal.
Participamos da Simply Italian Great Wines Americas Tour na Soho House São Paulo, que trouxe ao Brasil degustações exclusivas, masterclasses e rótulos de algumas das vinícolas mais prestigiadas da Itália
Muito além das cinco estrelas, os hotéis Palace franceses operam como instituições silenciosas de excelência, patrimônio e influência, onde o luxo deixa de ser serviço e passa a se tornar expressão cultural
Em evento realizado no estaleiro da marca, convidados acompanharam homenagens a clientes históricos e conheceram de perto a produção do novo iate de 25 metros, o projeto mais ambicioso da empresa
Com camisa exclusiva criada pelo designer britânico Christian Jeffery, rede hoteleira lança iniciativa global que une viagens, gastronomia, bem-estar e cultura inspirados pelo espírito de comunidade do esporte
Uma conversa exclusiva com o brasileiro que atua na maison de Paris e revela como treinamento, indicadores e sensibilidade moldam a experiência de luxo
O jantar entre Luiz Filipe Souza e Dominique Crenn esgotou em poucas horas e ilustra como funcionam as parcerias que movimentam a alta gastronomia mundial
Nova edição do Connected Calibre E5 combina relojoaria suíça, análise avançada de dados e tecnologia desenvolvida para acompanhar cada tacada dentro e fora do campo
Enquanto gigantes como LVMH, Chanel e Estée Lauder ampliam seus investimentos em pesquisa, startups e marcas independentes começam a adotar a mesma lógica. A disputa pelo futuro da beleza se apoia cada vez mais na ciência
Gwyneth Paltrow construiu um império sobre a energia dos cristais, foi processada e pagou US$ 145 mil. Mas o mercado de luxo ainda precisa aprender a distinguir beleza de crença
Necessary cookies enable essential site features like secure log-ins and consent preference adjustments. They do not store personal data.
None
►
Functional cookies support features like content sharing on social media, collecting feedback, and enabling third-party tools.
None
►
Analytical cookies track visitor interactions, providing insights on metrics like visitor count, bounce rate, and traffic sources.
None
►
Advertisement cookies deliver personalized ads based on your previous visits and analyze the effectiveness of ad campaigns.
None
►
Unclassified cookies are cookies that we are in the process of classifying, together with the providers of individual cookies.
None
Cookies
Nos comprometemos a proteger a privacidade e a segurança dos seus dados pessoais. Todas as informações coletadas por meio de cookies são tratadas conforme a LGPD, garantindo que seus dados sejam utilizados de maneira ética e responsável.