Cinco novas referências do Spin Time chegam ao catálogo fixo da Maison, com preços a partir de 86 mil euros
O Spin Time deixou de ser uma edição limitada. Em continuidade com o sucesso das seis referências apresentadas durante a LVMH Watch Week 2025, a Louis Vuitton revela agora cinco novos modelos Tambour Taïko Spin Time para sua coleção permanente. A decisão reafirma o modelo como uma das assinaturas relojoeiras da Maison, uma peça que, segundo a própria marca, não existiria em nenhuma outra grife.
“Existem pouquíssimos designs de relógios que pertencem de forma inequívoca a uma única Maison. O Spin Time é um deles. Só poderia ter vindo da Louis Vuitton“, afirma Jean Arnault, Diretor de Relógios da marca. “Quando lançamos a coleção em 2025, sabíamos que era o começo de algo, não a conclusão. A linha permanente é esse próximo passo: o Spin Time deixou de ser uma ocasião para se tornar um ícone duradouro.”

O mecanismo, criado em 2007 por Michel Navas e Enrico Barbasini, fundadores da La Fabrique du Temps, nasceu da observação dos painéis mecânicos de embarque de aeroportos e estações de trem. Lançado em 2009 como o primeiro calibre desenvolvido pela manufatura para a Louis Vuitton, o sistema de doze cubos giratórios se tornou, ao lado do Escale Worldtime, a assinatura relojoeira mais reconhecível da casa. Em 2011, a La Fabrique du Temps passou a integrar oficialmente a Louis Vuitton, reunindo em Meyrin, na Suíça, toda a produção de movimentos, caixas e mostradores.

Dois tamanhos de entrada
A nova linha reúne dois modelos Tambour Taïko Spin Time de 39,5 mm. O primeiro, em ouro branco com acabamento verde, parte de EUR 86 mil e traz mostrador sunray em tom profundo, resistência à água de 100 metros e, pela primeira vez nesse tamanho de caixa, fundo em safira que expõe o calibre ST13.01.
O segundo, em ouro rosa com acabamento Opal, leva o preço a EUR 190 mil ao introduzir esse metal na coleção pela primeira vez, com um mostrador cravejado de ópala australiana azul entre os doze cubos. “Todas as cores de ópala podem ser encontradas na Austrália, mas foi o azul que chamou minha atenção”, conta Matthieu Hegi, Diretor Artístico da La Fabrique du Temps Louis Vuitton. “É uma pedra ousada e demonstrativa, que traz à coleção algo que ela ainda não tinha.” Diamantes baguete nos índices e safiras na bezel completam um trabalho de cravação que exige três dias inteiros de artesãos especializados.

Na faixa dos 42,5 mm, três modelos usam a versão Air, com os cubos suspensos ao redor do movimento. Dois deles trazem acabamento azul em ouro branco. O Tambour Taïko Spin Time Air, a EUR 95 mil, projeta as doze letras de “Louis Vuitton” nos cubos giratórios, com pequenos rebites polidos que remetem aos baús históricos da marca. O Tambour Taïko Spin Time Air Antipode, a EUR 120 mil, é o mais tecnicamente ambicioso do grupo: usa o calibre LFT ST12.01 para exibir simultaneamente 24 fusos horários, associando em cada cubo duas cidades opostas no globo, que compartilham o mesmo horário em turnos invertidos de dia e noite.
“A conexão com a viagem, a ousadia da exibição, a profundidade da expertise interna necessária para concretizá-lo. Ele é nosso em todos os sentidos“, resume Jean Arnault sobre a complicação.
O terceiro modelo Air, e o único em platina, é o Tambour Taïko Spin Time Air Tourbillon com acabamento coral, vendido a EUR 200 mil. É também o único a combinar o display flutuante do Spin Time Air com uma tourbillon voante central, montagem que leva 50 horas de trabalho, o dobro de qualquer outro calibre da coleção. “Optamos deliberadamente por moldar a gaiola do tourbillon como uma flor do Monograma”, diz Enrico Barbasini. “É um lembrete de que este é um relógio Louis Vuitton em sua camada mais profunda, não apenas na caixa e no mostrador, mas dentro do próprio movimento.”
O Spin Time deixa de ser um capítulo pontual da relojoaria da Louis Vuitton para se firmar como parte estrutural de sua identidade, ao lado dos baús e das malas que definiram a Maison desde 1854.

