Textura em ouro 18K criada há mais de três décadas recebe pedras preciosas na terceira série do projeto REVER, que antecede os 35 anos da marca
Carla Amorim voltou ao ponto de partida. A Espuma do Mar, primeira coleção assinada pela designer há mais de três décadas, reaparece em nova versão, com diamantes, esmeraldas e rubis aplicados sobre a superfície de ouro 18K que se tornou um dos desenhos mais reconhecíveis da joalheria. O lançamento forma a terceira série de REVER, projeto em que ela reabre o próprio arquivo e redesenha peças de diferentes fases da carreira.

O desenho original nasceu de uma cena de praia, o instante em que a onda recua e deixa na areia um rastro de pequenas bolhas e relevos irregulares. Levada para o metal, essa imagem virou uma textura orgânica e contínua, que acabou definindo o modo como a designer trabalha desde então, sempre a partir de referências da natureza. Na releitura, o ouro mantém o volume e o aspecto escultórico de origem, enquanto as gemas acompanham o ritmo da superfície. O efeito vem do contraste entre a irregularidade do metal e a precisão das pedras lapidadas.

A série reúne pulseira, brincos, anel e piercing, desenhados para serem combinados entre si e também com as peças da coleção original, o que interessa a quem já tem a Espuma do Mar no porta-joias. As novidades estão nas sete lojas da marca, distribuídas entre Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Recife e Ribeirão Preto, e podem ser encontradas no site da Carla Amorim, com entrega para todo o Brasil.

Um arquivo revisto às vésperas dos 35 anos
REVER abre as comemorações dos 35 anos da joalheria, que serão celebrados em 2027, e cada série escolhe um momento diferente dessa história. A primeira recuperou criações de cerca de duas décadas atrás, entre elas o Cacho, inspirado nas formas de frutas e flores. A segunda olhou para a arquitetura modernista brasileira e trouxe de volta o Anel Brasília, desenho de mais de 30 anos baseado no Congresso Nacional, refeito em ouro polido com diamante em lapidação emerald cut.
Agora o recuo é maior e chega à textura que deu início a tudo. “Desde que comecei a criar joias, penso nelas com um olhar atemporal. Elas permanecem porque têm sempre algo a dizer”, afirma a designer. A ideia do projeto é atualizar proporções, técnicas e combinações de gemas sem mexer no significado de cada desenho. “São joias que fizeram parte da minha história e agora voltam em um novo momento, sem perder a essência que as fez nascer. O tempo passa, mas o que é verdadeiro permanece.”

