Noite de abertura teve pocket show de Luedji Luna e celebrou as criações em renda e alfaiataria de Iran Costa, feitas com rendeiras de Sergipe
Quem atravessa o pórtico de travertino noce da nova LA GEA, no CJ Jardins, logo encontra a dona da casa. Uma escultura em pedra natural da deusa Gea, que dá nome à marca, guarda uma fonte de água e dita o ritmo de todo o ambiente. A peça foi esculpida por artesãos de São João del-Rei e é o ponto de partida para entender o que o diretor criativo Iran Costa quis construir.

Estivemos na noite de inauguração, que movimentou o shopping com coquetel e pocket show de Luedji Luna, e ouvimos do próprio estilista a ideia por trás do projeto. “Fizemos uma loja em que procuramos um mix de materiais, de volumes e de texturas que trouxesse essa casa para o nosso Sunny Couture”, disse Iran Costa ao Info Luxo.


Com cerca de 70 m², o espaço é a terceira loja da LA GEA em São Paulo e o segundo endereço da marca dentro do grupo JHSF. O projeto leva a assinatura da OPHYCINA, estúdio de design e arquitetura comandado por Joane de Oliveira, que cruzou referências italianas com a natureza brasileira. O piso em mosaico traz a simbologia do sol, e a paleta passeia por marrons, off-white e amarelos. Nogueira natural, latão escovado, palha e espelhos levemente oxidados completam o conjunto e dão ao ambiente um ar de coisa vivida, como se a loja já carregasse a passagem do tempo.

Para entender a loja, vale entender a marca. A LA GEA nasceu da visão de Iran Costa, estilista brasileiro que construiu carreira na Itália como criador e diretor de estilo de beachwear de uma marca internacional de luxo e contribuiu para a expansão da categoria em endereços como La Rinascente, em Milão, Harrods, em Londres, e Bergdorf Goodman, em Nova York. De volta ao Brasil, ele criou uma marca para traduzir a própria assinatura, e é daí que vem o Sunny Couture.


O conceito une o rigor e o savoir-faire da couture italiana à brasilidade e à convivência com as rendeiras do interior de Sergipe, e se traduz em peças autorais de renda e alfaiataria, em que o acabamento europeu encontra o trabalho manual dessas artesãs.

No novo endereço, essa mistura ganha outra escala. “Nesta loja, o Sunny Couture deixa de existir somente nas roupas e passa a ocupar o espaço como um todo. Está na pedra, na madeira, na arte, na água e na luz”, afirma Iran.

A loja também abriga uma vitrine de arte, em parceria com a Galeria Belizário, que vem ganhando destaque no circuito paulistano. Quem estreia o espaço é o artista Marc do Nascimento, autor da primeira intervenção permanente do endereço, que deve receber novos nomes ao longo dos próximos meses.

