Zurique, St. Moritz e Genebra lideram a lista de destinos mais procurados, num salto de quase 8% que confirma o país alpino como destino do viajante brasileiro de luxo
O apetite do viajante brasileiro por paisagens alpinas, relógios de precisão e trens panorâmicos segue em ascensão. Entre janeiro e junho de 2026, as pernoites de turistas brasileiros na Suíça cresceram 7,7% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, com Zurique, St. Moritz e Genebra despontando como os destinos favoritos, um tripé que mistura sofisticação urbana, glamour alpino e diplomacia internacional.
O dado é celebrado pelo Switzerland Tourism como prova de que o país segue conquistando espaço entre os brasileiros que buscam roteiros que unem natureza intocada, gastronomia refinada e uma logística sem falhas. E não é coincidência que esse avanço aconteça justamente no ano em que um dos maiores símbolos do turismo suíço completa uma década de existência: o Grand Train Tour of Switzerland.

Dez anos rodando pelos Alpes
Criado em 2016 pelo Swiss Travel System em conjunto com as operadoras ferroviárias do país, o Grand Train Tour of Switzerland transformou a ideia de viajar de trem em um roteiro turístico por si só. São 1.280 quilômetros em formato circular que costuram os trajetos panorâmicos mais famosos da Suíça – Bernina Express, Glacier Express, GoldenPass Express, Gotthard Panorama Express e Voralpen Express –, cruzando lagos de água cristalina, vilarejos que parecem cartão-postal e cinco Sítios do Patrimônio Mundial da UNESCO.
Em uma década, o projeto deixou de ser uma iniciativa-piloto para virar um dos grandes cartões de visita do turismo ferroviário europeu. Ele também carrega um discurso de sustentabilidade, uma vez que o roteiro de trem reforça o compromisso do Switzerland Tourism com formas de deslocamento de baixo impacto ambiental, aproveitando uma das malhas ferroviárias mais eficientes do planeta para levar o visitante a paisagens que, de outra forma, exigiriam deslocamentos rodoviários bem menos sustentáveis.

São Paulo recebe o trade suíço
Para reforçar essa relação com o público brasileiro, o Switzerland Tourism realizou o Switzerland Travel Experience, em São Paulo. O evento reúne 29 parceiros suíços em uma ação voltada para jornalistas e criadores de conteúdo, além de contar com 32 parceiros no total em encontros e capacitações destinados ao trade turístico brasileiro, de agências a operadoras especializadas em viagens de luxo.
A programação é também simbólica: marca a última passagem oficial de Fabien Clerc à frente do mercado brasileiro, com a presença de Corinne Genoud, Diretora de Mercados do Ocidente do Switzerland Tourism, que passa a acompanhar de perto os próximos capítulos da relação entre os dois países.
“Ao longo dos últimos anos, tive o privilégio de acompanhar o crescimento e a evolução do mercado brasileiro, que se tornou um dos pilares estratégicos para o turismo suíço“, afirma Clerc, destacando que os números de 2026 são reflexo tanto do interesse dos viajantes quanto do trabalho conjunto dos parceiros suíços em oferecer experiências autênticas. Para ele, a Suíça deve seguir como destino de referência para o público brasileiro nos próximos anos.

Um mapa de experiências
O portfólio apresentado no Switzerland Travel Experience 2026 dá a dimensão da diversidade suíça e de como cada região constrói sua própria identidade de luxo.
Em Zurique, história e modernidade convivem lado a lado, com opções que vão da hospitalidade clássica do Hotel Schweizerhof Zürich e do estilo contemporâneo do Sheraton Zürich a uma imersão doce na Lindt Home of Chocolate. Já Lucerna equilibra o centro histórico à beira do lago com experiências de altitude no Mt. Pilatus e no TITLIS, além do universo da joalheria e relojoaria na Bucherer.
A região de Interlaken e Jungfrau segue como sinônimo de aventura entre montanhas, com acesso ao “Top of Europe” pela Jungfrau Railways e ao Schilthorn – Piz Gloria, somado a hotéis de tradição alpina como o Grand Hotel Belvedere e o Romantik Hotel Schweizerhof. Nas margens do Lago Léman, Lausanne e Neuchâtel somam cultura, relojoaria e hospedagens de grife da coleção Sandoz Foundation Hotels, caso do histórico Beau-Rivage Palace.
Genebra, com seu perfil cosmopolita e diplomático, aparece ao lado da rede de hotéis independentes do Manotel Group, enquanto Crans-Montana ganha destaque por abrigar o Guarda Golf Hotel & Residences, cinco estrelas fundado por uma brasileira.
Aos pés do Matterhorn, Zermatt aposta na mobilidade sustentável e nas paisagens de tirar o fôlego conduzidas pela Zermatt Bergbahnen. Em St. Moritz, o Kulm Hotel, erguido em 1856, segue como um dos grandes símbolos do berço do turismo de inverno europeu. Por fim, Lugano mistura o clima mediterrâneo do Ticino com atrações como o Swissminiatur e a elegância do Grand Hotel Villa Castagnola, instalado em uma antiga residência aristocrática à beira do lago.
Entre trens centenários que ainda encantam e hotéis que carregam décadas de história, a Suíça segue apostando que a fórmula que conquistou o Brasil nos últimos anos é exatamente a que vai sustentar o crescimento dos próximos.

