Novidades incluem pulseira de ouro flexível, colar de 112 centímetros e peças com 165 pedras coloridas
A Cartier apresenta uma leva de novidades para Clash de Cartier e LOVE, duas das coleções que mais vendem e mais se reconhecem na rua. Há joias novas nas duas linhas, mais modelos de óculos e uma bolsa, a primeira com o desenho de Clash.
Clash é a coleção mais recente. Foi lançada em 2019 e mistura três elementos que a Cartier usa há décadas, as contas, as tachas e o quadriculado conhecido como Clou de Paris. Agora ganha pulseiras flexíveis no modelo pequeno, em ouro amarelo, rosa e branco, e brincos em ouro amarelo. Alguns são mini, outros modulares, com partes que se tiram e se colocam para mudar o visual. Cada peça é montada com componentes separados e polida à mão, o que dá a elas aquele balanço solto no pulso e na orelha.

A bolsa de Clash
A Clash Tote chegou às lojas em setembro. A Cartier faz artigos de couro desde o fim do século XIX, e foi Jeanne Toussaint, à frente da criação a partir de 1925, quem deu personalidade ao segmento. A bolsa nova é sóbria. O detalhe que a identifica de longe é o fecho giratório, desenhado a partir das joias da coleção.
“A estética desta bolsa vem da pureza das linhas. Nos inspiramos em um envelope para desenhar um sistema de fecho elegante e discreto, que define sutilmente o formato da bolsa dos dois lados da alça. Ela pode ficar aberta, com um caimento mais solto e casual, ou ser fechada com um giro do botão, para um visual mais estruturado e alinhado”, afirma Marlin Yuson, diretor criativo de acessórios e artigos de couro da Cartier.
O couro de bezerro italiano vem com acabamento natural e escurece com o tempo, e o forro, também de couro, é bordô, a cor que a Cartier usa em suas caixas. O formato lembra os envelopes antigos da casa. Há três tamanhos, e as cores (preto, burgundy e caramelo) mudam conforme o país.

Os óculos de Clash, lançados em 2025, recebem modelos retangulares e gatinho, com e sem aro, armações douradas e lentes degradê ou espelhadas.

LOVE sem chave de fenda
A pulseira LOVE foi criada por Aldo Cipullo em Nova York, em 1969. Fecha com parafusos e uma chavinha de fenda, e muita gente a compra justamente por isso, como símbolo de compromisso. A LOVE Unlimited deixa a chave de lado. É uma fita de ouro que dobra com o movimento do pulso e fecha com um sistema invisível patenteado pela Cartier. A marca diz ter feito mais de 100 testes e protótipos até chegar ao modelo final, que tem mais de 200 peças. Os parafusos ficam como enfeite, e dá para usar uma pulseira só ou encaixar várias. Em outubro, a linha Unlimited ganha versões com diamantes, anéis e colares.
As pedras coloridas, que entraram na história da LOVE em 1978, voltam em combinações de água-marinha, ametista, safiras rosa, azul e amarela, tanzanita, espessartita e tsavorita. Três pulseiras pavé misturam diamantes com safiras rosa, safiras azuis ou tsavoritas. No tamanho 17, cada uma leva 165 pedras coloridas e dez diamantes. São feitas em pouca quantidade e numa única edição, sem reposição prevista.

A Cartier também tirou do arquivo o colar longo LOVE de 2006. São 112 centímetros de corrente com 30 parafusos espalhados, e ele pode ser usado de três jeitos. Fecham a lista anéis pavé de diamantes em ouro amarelo, rosa e branco, com uma cravação nova que esconde mais o metal em volta das pedras.

