Conhecido por transformar objetos cotidianos em ícones globais, o artista passa a integrar a lista de embaixadores que a manufatura suíça
A Hublot oficializou nesta semana, em Nyon, na Suíça, uma parceria com o artista Jeff Koons, que passa a integrar a lista de embaixadores da marca. A aproximação reforça uma estratégia que a manufatura suíça mantém desde 2011, quando começou a colaborar com nomes de diferentes campos criativos, de arquitetos a artistas de rua, sempre em busca de figuras que desafiam convenções em seus próprios territórios.

As esculturas mais conhecidas de Koons, como Balloon Dog, Rabbit e Puppy, transformaram objetos cotidianos em ícones reconhecidos mundialmente, um processo que exige domínio técnico absoluto por trás da aparência lúdica. Essa ideia vai ao encontro com o discurso da Hublot, que constrói sua identidade sobre a ideia de que peças aparentemente extravagantes escondem engenharia de precisão.
Há ainda uma coincidência histórica que a marca faz questão de destacar: 1980 foi o ano em que a Hublot revolucionou a relojoaria suíça e também o momento em que Koons começou a redefinir os rumos da arte contemporânea. Segundo a manufatura, essa origem paralela é parte do que sustenta a nova parceria.

“A Hublot e eu sempre compartilhamos um fascínio pelas ciências dos materiais. Como artista, sempre busco transcender um objeto ou um material, de modo que o espectador possa encontrar na obra final mais significado do que apenas a soma de suas partes individuais. A Hublot utiliza toda a tecnologia envolvida na criação de relógios e recorre à ciência dos materiais para transcender o objeto, transformando-o em algo em que todos nós possamos encontrar ainda mais relevância e significado. A Hublot é uma manufatura de profundidade, em que os materiais são reinventados, os movimentos refinados e o design repensado com um propósito”, afirmou Jeff Koons.

A Hublot não detalhou ainda quais serão os primeiros desdobramentos práticos da parceria, como lançamentos de peças assinadas por Koons. Por ora, a marca se concentra em apresentar a aproximação como um encontro entre dois universos que, cada um a seu modo, transformam excesso em precisão e complexidade em clareza.

