Fernando Stolovas comenta o potencial do mercado brasileiro e apresenta a nova Master Collection
“Costumo dizer que o relógio é uma obra de arte, mas uma obra de arte que não está na parede da sua casa, e sim no seu pulso, e é você quem dá vida a ela.” A definição é de Fernando Stolovas, CEO do Grupo Chronos, empresa que representa e distribui a Longines com exclusividade no Brasil. Conversamos com ele no Hotel Emiliano, nos Jardins, durante o evento que apresentou a nova geração da Master Collection a jornalistas, formadores de opinião, influenciadores e clientes da marca suíça.

Stolovas trabalha com relógios desde 1991 e acompanha de perto a trajetória da grife no país, onde enxerga espaço para crescer. “O Brasil é um mercado interessante para a marca, e temos uma boa projeção para os próximos anos“, afirma. Parte desse otimismo vem da maneira como o consumidor local percebe a Longines. A coleção escolhida para a ocasião é uma das mais conhecidas da casa, lançada há mais de duas décadas e agora inteiramente redesenhada.

Um cronógrafo que cabe em um só botão
A peça que concentra as atenções da nova fase é o Chrono Monopusher, estreia absoluta dentro da Master Collection. Apresentado em duas versões de 41 mm, o modelo reúne as funções de iniciar, parar e zerar o cronógrafo em um único botão embutido na coroa, solução que simplifica o uso sem abrir mão da complexidade técnica. No mostrador, uma escala pulsométrica resgata o antigo recurso de calcular a frequência cardíaca, e as opções de acabamento alternam o prateado opalino e o azul fosco, ambos com o padrão “barleycorn”. A caixa em aço traz luneta côncava e acompanha pulseiras de couro.

O coração do relógio é o calibre de corda manual L799.5, exclusivo da Longines, com roda de colunas, espiral de silício e até 68 horas de reserva de marcha, visível pelo fundo em cristal de safira. É justamente essa parte que costuma fisgar o público masculino, na leitura de Stolovas. “Os motores são muito interessantes. Relógio tem muito a ver com automóveis, com o motor, com o tempo, e por isso muitos homens se interessam“, diz. Para ele, as duas dimensões precisam conviver na mesma peça. “Um relógio precisa ser bonito por fora e por dentro.”

A escolha do botão único também tem raízes na história da casa. Em 1911, a Longines lançou um dos primeiros cronógrafos de pulso com esse mecanismo e, dois anos depois, o calibre 13.33Z, que a marca apresenta como o primeiro movimento de cronógrafo compacto do mundo. Aviadores como Amelia Earhart e Richard Byrd usaram cronógrafos da manufatura em suas travessias. A mesma herança aparece nos novos cronógrafos com fases da lua, também de 41 mm, que combinam calendário e indicação lunar sobre mostrador prateado e são movidos pelo calibre L687.5, com 66 horas de reserva. No Museu Longines, um relógio de bolso de 1911 já reunia cronógrafo, repetição de quartos, calendário completo e fases da lua.

Coleções pensadas para ela e para ele
Os modelos de três ponteiros completam a renovação, em tamanhos de 30, 34, 39 e 41 mm. A caixa ganhou perfil mais fluido, e os mostradores exploram o guilloché “barleycorn”, madrepérola branca, tons de azul e índices de diamante, com ponteiros em aço azulado ou banhados a ródio. As pulseiras de aço, algumas bicolores, receberam elos redesenhados e sistema de microajuste. Stolovas destaca o equilíbrio entre os públicos. “Temos uma coleção muito balanceada, metade feminina e metade masculina. Não existe um relógio menor para a mulher, e sim coleções pensadas para cada um. A Master Collection é uma das mais bem pensadas nesse sentido.“

O protagonismo feminino, segundo ele, vai além do balcão. “Há muitas mulheres na relojoaria, porque têm um alto poder de concentração e são muito detalhistas. Têm mais facilidade para lidar com pequenas engenharias.”
Essa pluralidade também guia a campanha “Home of Elegance”, que pela primeira vez reúne em um mesmo cenário todos os embaixadores e embaixadoras da Longines. Kate Winslet, Jennifer Lawrence, Henry Cavill, Eddie Peng, Zhao Liying e Yosh Yu dividem um ambiente doméstico e acolhedor, onde os relógios aparecem como parte natural do cotidiano, longe da vitrine.

A imagem da casa, aliás, dialoga com aquilo que Stolovas considera o valor mais duradouro de um bom relógio, que é o vínculo criado com quem o usa e com quem vem depois. “Relógios têm histórias. Passam de pai para filho.”

