HUMÀ Skin Science associa avanço a um novo conceito científico, o eixo pele-cérebro, que conecta pele e sistema nervoso
Em testes de laboratório, uma tecnologia brasileira conseguiu preservar 93% da integridade das mitocôndrias mesmo após exposição à radiação UVA. O resultado, obtido pela HUMÀ Skin Science, tem chamado atenção de pesquisadores ligados à empresa por tocar em um dos pontos mais sensíveis da ciência do envelhecimento: a capacidade da célula de continuar funcionando diante do estresse causado pelo sol.

O avanço está por trás do CELLPASS™, tecnologia patenteada de entrega de ativos desenvolvida pela marca, fundada em 2023 por Dullis Carvalho e Carolina Santiago. A empresa dedica-se a pesquisar tecnologias voltadas à longevidade da pele, cruzando biomimetismo, neurocosmética e biotecnologia aplicada. O ponto de partida da pesquisa foi um problema conhecido de quem trabalha com formulação cosmética: de nada adianta um ativo poderoso se ele não chega, de forma estável, ao lugar certo da pele.

Foi essa lacuna que motivou o desenvolvimento da nova plataforma. O CELLPASS™ foi desenhado para reproduzir características da própria membrana celular, o que permite ao composto interagir com a barreira da pele de maneira menos agressiva e liberar os ativos de forma gradual, não em uma única descarga concentrada. A estrutura também funciona como proteção: blinda moléculas solúveis em água ou em óleo contra a degradação precoce, aumentando tanto a estabilidade da fórmula quanto sua capacidade real de agir.
Além da preservação mitocondrial, os testes in vitro, que simularam o estresse oxidativo provocado pela radiação UVA, mostraram queda de 67% na formação de lipofuscina, substância que se acumula nas células ao longo da vida e é usada como um dos indicadores de envelhecimento celular. Os pesquisadores também observaram manutenção da homeostase celular, ligada à capacidade da pele de se renovar.

Por trás dos números está um conceito que vem ganhando espaço na dermatologia científica: o eixo pele-cérebro, ou Skin Brain Axis. A lógica parte da constatação de que fenômenos como estresse oxidativo, inflamação de baixo grau e perda da capacidade de renovação celular não acontecem só na pele, eles também se manifestam no sistema nervoso, e os dois sistemas trocam sinais constantemente. Sob essa ótica, a pele deixa de ser vista como uma simples barreira física e passa a ser tratada como um órgão neuroimunoendócrino, sensível a fatores hormonais, emocionais e ambientais.
A tecnologia estreia em quatro produtos que levam esse conceito ao nome da linha. O Lumière Fluido Clareador atua na uniformização progressiva do tom de pele, respeitando diferentes fototipos. O Neurocalm Elixir Sérum Anti-Stress mira reações cutâneas associadas a quadros de estresse. O Menobalance Sérum Biomimético foi formulado para o período de perimenopausa e menopausa, quando oscilações hormonais costumam gerar desconfortos visíveis na pele. E o Collagen Infusion busca estimular biologicamente a produção dos 22 tipos de colágeno presentes na pele, com foco em firmeza e elasticidade.

Para Dullis Carvalho, fundadora da HUMÀ, o avanço representa uma mudança de mentalidade em um setor historicamente obcecado por ingredientes. “Durante muito tempo, acreditou-se que a inovação estava apenas na descoberta de novos ingredientes. Hoje, entendemos que a eficácia depende igualmente da capacidade de entregá-los de forma inteligente, preservando sua estabilidade e respeitando a fisiologia da pele“, diz a empresária, que também destaca o cruzamento entre bioengenharia, biomimetismo e biologia do envelhecimento como base do projeto.

