Idealizado por Pedro Buarque de Hollanda, o evento reúne artistas e filantropos no dia 9 de abril e destina arrecadação a instituições que formam jovens artistas no Brasil
A arte sempre operou entre dois territórios: o simbólico e o econômico. O leilão beneficente “Arte para Arte” parte justamente dessa interseção para propor outro tipo de circulação. Em sua quarta edição, realizada no dia 9 de abril no Hotel Emiliano São Paulo, o projeto reúne artistas reconhecidos que transformam suas obras em ponto de partida para o desenvolvimento de novos criadores.
Idealizado por Pedro Buarque de Hollanda, o leilão nasce com uma proposta de transformar o valor simbólico da arte em impacto concreto. Artistas doam obras que são leiloadas, e 100% dos recursos arrecadados são destinados a instituições que atuam no desenvolvimento de jovens artistas em diferentes regiões do Brasil.

O leilão reúne artistas, empresários e filantropos
Participam desta edição nomes como Adriana Varejão, Vik Muniz, Rosana Paulino, Dalton Paula, Daniel Senise, Alex Červený, Emmanuel Nassar, Marcela Cantuária, Gustavo Caboco, Marlene Almeida e Rayana Rayo. Mais do que uma lista relevante, o conjunto evidencia um movimento importante de artistas já consolidados assumindo um papel ativo na sustentação das próximas gerações.

Obra de Vik Muniz
Os recursos arrecadados serão destinados a oito iniciativas: Ali.Leste, Bela Maré, Casa do Povo, Fundação Casa Grande, Fundo Elixir, Sertão Negro, Solar e Spectaculu. São projetos que atuam muitas vezes fora do eixo mais visível do mercado, mas que desempenham um papel fundamental na ampliação de acesso, diversidade e formação no campo das artes.

Adriana Varejão é uma das artistas que apoia o evento
A noite contará com apresentação da atriz Mariana Ximenes e show de Bebel Gilberto, ampliando a experiência e conectando diferentes linguagens culturais. Para quem não estiver presente, o leilão será transmitido ao vivo a partir das 21h30 pela plataforma Blombô.
Desde sua criação, o projeto já arrecadou cerca de R$ 8,5 milhões. O número sinaliza um movimento relevante de artistas, galerias e colecionadores que se articulam para além da lógica comercial e passam a operar como estrutura de continuidade.

