Com campanha estrelada por nomes como LeBron James e Jude Bellingham, a Maison reposiciona a clássica bolsa com o luxo como expressão de identidade pessoal
A Louis Vuitton volta a um dos seus códigos mais reconhecíveis para falar de algo que, no luxo contemporâneo, ganhou um novo peso: identidade. Na campanha “In My Bag”, a Maison apresenta a Speedy P9 e revela o que cada personagem carrega dentro da própria bolsa.
Ao deslocar o foco do produto para o conteúdo, a marca constrói uma narrativa que aproxima o objeto de um território mais emocional e menos aspiracional.
Criada na década de 1930, a Speedy sempre esteve associada à ideia de viagem e funcionalidade. Agora, na releitura assinada por Pharrell Williams, diretor criativo das linhas masculinas, esse legado é reinterpretado com uma camada mais simbólica. A versão P9 carrega no nome uma referência direta à Pont-Neuf, em Paris, onde o desfile aconteceu.
Produzida em couro de vitelo submetido a um processo de curtimento duplo e posterior amaciamento, a peça entrega uma textura macia, com acabamento levemente encerado, um detalhe que, embora técnico, é central para a percepção de valor no luxo.
Fotografada por Thomas Lagrange, a série reúne House Ambassadors e Friends of the House em retratos que funcionam quase como estudos de personalidade.
Jeremy Allen White aparece com uma Speedy P9 verde que mistura o cotidiano e o improviso, jornal, caderno, boné, pente, relógio, dados, meias extras e carregador.

Jude Bellingham, em uma versão vermelha, constrói uma narrativa mais alinhada à mobilidade global, com óculos aviador, passagem aérea, passaporte, uniforme, fragrância Louis Vuitton Ombre Nomade e chaves personalizadas.

Future tensiona o discurso ao inserir elementos que transitam entre o esporte e o luxo ostensivo, uma raquete de tênis, joias com diamantes, colar Monogram, balas de goma e um par extra de tênis.

LeBron James, por sua vez, aproxima a peça de uma rotina de alta performance, com itens de golfe, produtos de grooming e seu boné.

Jackson Wang constrói talvez a leitura mais afetiva, ao incluir uma Polaroid da família entre fones profissionais, luva de esgrima, partituras e um cubo mágico.

Já Victor Wembanyama reforça um imaginário quase lúdico, com minibola de basquete, baralho, ferradura da sorte e fones com fio, além de um pingente Monogram em forma de alienígena.

A campanha opera em duas camadas: apresenta uma nova versão de um clássico e reposiciona o papel da bolsa dentro do universo do luxo. Não apenas como objeto de desejo, mas como extensão de quem a carrega.
Qual a sua preferida?

