Jogadores embarcaram para os Estados Unidos usando peças sob medida que unem alfaiataria contemporânea, conforto e a sofisticação
A viagem da Seleção Brasileira para os Estados Unidos nesta segunda-feira, 1º de junho, marcou o início de mais uma campanha de trazer o hexa para o Brasil. Mas, antes mesmo da estreia em campo, um detalhe chamou a atenção de quem acompanha moda, comportamento e luxo: o uniforme oficial utilizado pelos atletas durante o embarque.

Responsável pelo visual da delegação brasileira, o estilista brasileiro Ricardo Almeida assina, mais uma vez, os trajes oficiais da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), consolidando uma parceria que chega à sua terceira edição consecutiva. O projeto reforça um movimento cada vez mais presente no esporte de alto rendimento: a valorização da imagem dos atletas também fora das competições.

As fotos divulgadas pela seleção mostraram jogadores vestindo uma interpretação contemporânea da alfaiataria. A proposta foi desenvolvida a partir da linha RA2, braço mais jovem da marca Ricardo Almeida, que explora novas proporções e uma estética alinhada às transformações do vestir masculino contemporâneo.

“A intenção foi criar peças que mantivessem a elegância e a identidade da alfaiataria, ao mesmo tempo em que incorporamos proporções e desconstruímos a técnica formal. Tudo isso, traduzindo uma linguagem contemporânea, conectada ao perfil dos jogadores, que acompanham tendências, consomem moda e utilizam o vestir como forma de expressão pessoal. O resultado, é o alinhamento entre legado, atemporalidade e inovação, sem renunciar à elegância”, compartilha o empresário e estilista Ricardo Almeida.

Entre os destaques estão as calças de modelagem mais ampla e desconstruída e o caban, peça que assume protagonismo no conjunto. Sem estruturas rígidas ou ombreiras, o casaco foi pensado para oferecer leveza e mobilidade.

O visual é complementado por uma camiseta em fio pima desenvolvida exclusivamente para a parceria e por calçados em camurça. Enquanto os integrantes da comissão técnica utilizam versões clássicas com amarração, os jogadores aparecem com mocassins, reforçando o contraste entre tradição e modernidade presente em toda a coleção.
As peças foram confeccionadas em lã fria italiana, conhecida pela leveza e pelo conforto térmico. A cartela de cores aposta em um tom petróleo suave, construído a partir de nuances de azul e verde, com acabamento discretamente acinzentado.

Apesar da aparência fluida e contemporânea, o rigor da alfaiataria permanece como elemento central. Todas as peças foram produzidas sob medida, com acompanhamento individualizado para respeitar as características físicas de cada integrante da delegação. O brasão da CBF aparece como elemento de unidade visual, reforçando a identidade nacional em uma proposta que busca equilibrar tradição, inovação e representatividade.

