Edição atualizada da coleção de viagem da Maison traz fotografias exclusivas do brasileiro Alexandre Furcolin e recomendações da chef Bela Gil
A capital paulista ganhou uma releitura nas páginas da Louis Vuitton. A Maison apresenta a edição atualizada do City Guide dedicado a São Paulo, lançada ao lado das novas versões de Pequim, Chicago, Hong Kong, Seul, Singapura, Sydney e Taipei, e com mudanças que ampliam o alcance de uma coleção conhecida pela curadoria pessoal de endereços.

A principal novidade está na abertura. Pela primeira vez, cada guia traz um capítulo ilustrado pelo francês Laurent Cilluffo, que reconstitui a trajetória da cidade em cerca de 40 datas marcantes, intercaladas com anedotas históricas. No caso de São Paulo, é um convite a entender como a metrópole chegou à escala e à diversidade que tem hoje antes de sair em busca de seus restaurantes, galerias e lojas.
Outra adição vem das edições especiais que a Maison dedicou a Arles, Reims, Basel e Osaka. Trata-se de um portfólio colorido de 32 páginas com dez personalidades locais de áreas como hospitalidade, gastronomia, cultura, moda e esporte, fotografadas por artistas da própria cidade e acompanhadas de um perfil de suas trajetórias.

Uma cidade vista pelas lentes
A fotografia ganha peso no projeto. No volume paulistano, as imagens exclusivas são do brasileiro Alexandre Furcolin, ao lado de Bertrand Meunier e do coletivo parisiense Tendance Floue, responsável pela série que atravessa as edições deste ano. A proposta é que as fotos construam uma leitura própria da cidade, em vez de servirem como simples ilustração do texto.
Como em toda a coleção, há também um convidado que oferece seu olhar particular sobre o destino. Em São Paulo, quem assume esse papel é a chef, autora e apresentadora Bela Gil, que compartilha alguns de seus endereços preferidos.

O restante do guia mantém a estrutura que consagrou a coleção. Há um panorama dos principais bairros, com sua arquitetura e atmosfera, um roteiro de 24 horas em doze endereços que vai do café da manhã ao fim da madrugada e percursos a pé pensados para fugir das multidões. As recomendações cobrem hotéis, restaurantes da alta gastronomia e de bairro, cafés, empórios e feiras, bares, lojas de designers estabelecidos e emergentes, galerias, mercados de pulgas, museus e livrarias independentes. Os textos são assinados por jornalistas e escritores independentes, muitos deles divididos entre duas cidades.
Do papel ao pulso
Criada em 1998 como extensão editorial da ligação histórica da Louis Vuitton com a viagem, a coleção soma hoje 43 destinos em versões impressa e digital. O aplicativo Louis Vuitton City Guide, para iPhone e iPad, reúne as cidades com endereços atualizados periodicamente, mapas com geolocalização e a possibilidade de enviar cartões-postais digitais. Na Apple TV, o conteúdo se desdobra em ensaios em vídeo e portfólios fotográficos, enquanto o smartwatch Tambour Horizon, da própria Maison, dá acesso no pulso às funções “Near Me” e “24H” do app.

O City Guide integra a Louis Vuitton Editions, divisão editorial mantida há mais de duas décadas, com cerca de cem títulos no catálogo, entre eles as coleções Travel Book e Fashion Eye. A relação com os livros vem de longe. Gaston-Louis Vuitton, neto do fundador, era colecionador, fundou três sociedades de bibliófilos e se correspondia com editores, ilustradores e escritores de sua época. Quando a loja da Champs-Élysées abriu, em 1914, já havia ali uma sala de leitura e escrita de cartas para os clientes, tradição que segue viva nas lojas da marca, onde as publicações da Maison podem ser encontradas.

