Lançamento chega às vésperas do GP de São Paulo com corpo em fibra de carbono e pena de ouro feita à mão
A poucos dias do GP de São Paulo, que leva a Fórmula 1 de volta a Interlagos entre 6 e 8 de novembro, o assunto na cidade é velocidade. Hotéis lotados, ativações de marcas espalhadas pela capital e uma conversa que volta, ano após ano, ao nome mais mítico do grid. Mas o universo da Ferrari já ultrapassou as pistas e chegou a um lugar menos óbvio, a escrivaninha.

A Montblanc acaba de apresentar a Meisterstück Great Masters Ferrari Tailor Made Inedita Special Edition, segundo capítulo da parceria entre as duas marcas. Desta vez, a caneta mais emblemática da casa alemã deixa de lado a sobriedade da edição anterior em favor de fibra de carbono, metal escurecido e um toque de azul com passado nas corridas.

A primeira peça da coleção, chamada Classica e lançada em 2025, seguia por um caminho mais tradicional, com materiais nobres e elegância atemporal. Agora a referência é outra. O ponto de partida é o Tailor Made, programa de personalização da Ferrari em que o cliente define praticamente cada detalhe do próprio carro. Dentro dele, a linha Inedita reúne as escolhas mais experimentais, com materiais de alta tecnologia, cores intensas e tecidos que vêm da moda e do design de interiores. Foi esse vocabulário que a Montblanc levou para a Meisterstück, modelo criado em 1924 e até hoje o mais reconhecível da casa alemã. O desenvolvimento contou com o Ferrari Design Studio.
Carbono, alumínio e um azul de corrida
Tampa e corpo são feitos em fibra de carbono, material que se popularizou no setor automotivo por combinar leveza e resistência. Na caneta, a textura do trançado ganha destaque ao lado das partes metálicas, revestidas em PVD preto de acabamento liso. O contraste entre as duas superfícies dá o tom mais técnico da edição.

O Cavallino Rampante aparece no corpo como um aplique de alumínio com acabamento em filigrana, discreto o suficiente para não transformar o objeto em peça promocional. Já o emblema da Montblanc continua no alto da tampa, onde sempre esteve, mas pintado em Azzurro Dino. O nome lembra Dino Ferrari, filho de Enzo Ferrari, e a cor tem lastro na história da marca. Foi usada por pilotos da escuderia em seus macacões e virou assinatura do Dino 246, de 1969. É o detalhe que mais conversa com colecionadores, justamente por carregar uma referência que só quem conhece a trajetória da Ferrari reconhece de imediato.

A pena segue o padrão artesanal que a Montblanc reserva para suas edições especiais. Feita à mão em ouro maciço Au 750 com revestimento de rutênio, ela traz o emblema da marca sobre um círculo com padrão de hachuras, uma gravação criada especialmente para marcar a colaboração. O trabalho manual também aproxima a caneta do programa Tailor Made, em que boa parte dos acabamentos dos carros é executada por artesãos.


