Sign in Join
  • Local
  • Art
  • Weather
  • Food
  • Travel
  • More
Sign in
Welcome!Log into your account
Forgot your password?
Create an account
Sign up
Welcome!Register for an account
A password will be e-mailed to you.
Password recovery
Recover your password
Search
Logo
Logo
Logo
  • HOME
  • NEWS
    • Arte e Design
    • Automóveis
    • Beleza
    • Gastronomia
    • Hotelaria
    • Joias
    • Moda
    • Relógios
    • Wellness
  • Negócios
  • Colunistas
  • Boutique
Colunistas

O que separa um gemólogo de quem se diz um

A identificação técnica de gemas exige domínio de uma marcha analítica que combina observação óptica, mineralogia e espectroscopia (Foto: National Jeweler)

Compartilhe

Facebook
Twitter
Pinterest
WhatsApp

    A gemologia é uma ciência centenária, exige formação acadêmica sólida e prática constante de laboratório. Nas redes sociais, o título virou acessório de perfil. É hora de o mercado esclarecer o que a profissão realmente é

    O mercado brasileiro de joias e gemas convive com um fenômeno que cresce em silêncio. Perfis se anunciam como gemólogos com base em cursos rápidos, cursos on-line sem prática de laboratório ou até apenas em afinidade estética com o setor. O consumidor, do outro lado da tela, não tem como distinguir quem tem formação de quem tem apenas hashtag. E o preço dessa confusão, no fim, é sempre pago por quem compra sem saber o que está comprando.

    A Gemologia é uma ciência bem mais antiga e rigorosa do que o vocabulário das redes faz supor. É um ramo interdisciplinar da Mineralogia, dentro do grande campo das Geociências, e estuda os materiais gemológicos em toda a sua complexidade: origem, composição química, estrutura cristalina, propriedades ópticas, técnicas de identificação, tratamentos, métodos de síntese, imitações e valor. Não se aprende em um fim de semana. E nunca se aprendeu.

    O primeiro laboratório gemológico do mundo foi estabelecido pela London Chamber of Commerce em 1925, impulsionado pelo aparecimento das pérolas cultivadas e pelos avanços na síntese de rubis e safiras. Em 15 de fevereiro de 1931, Robert M. Shipley fundou em Los Angeles o Gemological Institute of America (GIA). Shipley resumiu a proposta em uma frase que ainda define a profissão: como o médico, o arquiteto e o engenheiro, o gemólogo deve completar estudos e exames antes de exercer.

    Robert M. Shipley (1887-1978), fundador do Gemological Institute of America (GIA), em Los Angeles, 1931. Sua visão de profissionalização da Gemologia é a base dos padrões internacionais de formação usados até hoje (Fotos: American Gem Society e Abe Books)

    Mas nem todo laboratório é referência para tudo, e essa distinção importa muito na alta joalheria. O GIA é a autoridade global em diamantes, desde a criação dos 4Cs em 1953. Para gemas coradas, o mercado internacional trabalha com outros nomes: o Gübelin Gem Lab, fundado em Lucerne em 1923, e o Swiss Gemmological Institute (SSEF), em Basel, desde 1972, são as referências mundiais em identificação e determinação de origem de rubis, safiras e esmeraldas. Seus bancos de dados de referência são o motivo pelo qual leilões da Christie’s e da Sotheby’s exigem laudos de Gübelin ou SSEF para as top colored stones.

    No Brasil, o caminho formal existe e tem endereço. A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) mantém, desde 2009, o único bacharelado em Gemologia do país. A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), cuja Escola de Minas foi fundada em 1876 por Claude-Henri Gorceix a pedido de D. Pedro II, ofereceu curso de especialização em Gemologia por décadas e hoje mantém a área como linha de pesquisa nos cursos de mestrado e doutorado do Departamento de Geologia.

    A Escola de Minas de Ouro Preto (MG), fundada em 1876 por Claude-Henri Gorceix a pedido de D. Pedro II, é pioneira no ensino de Mineração e Ciências da Terra no Brasil. A Gemologia integra hoje as linhas de pesquisa do seu Departamento de Geologia. Na foto, o Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) , que reúne um acervo de mais de 20 mil amostras de minerais da Escola de Minas (Foto: Monique Renne)

    Fora do país, o padrão internacional é dado por três instituições com currículo formal e titulação própria: o próprio GIA, com o título de Graduate Gemologist (GG); a britânica Gem-A, cuja origem remonta a 1908 e cujo diploma culmina no título FGA (Fellow of the Gemmological Association); e a Deutsche Gemmologische Gesellschaft (DGemG), fundada em 1932 em Idar-Oberstein e responsável pelo título FGG. Nenhum desses títulos é entregue por comparecimento nem por curso on-line. Para virar GG, FGA ou FGG, o candidato precisa passar por exames teóricos e provas práticas rigorosas de identificação de gemas, com padrão de aprovação de cem por cento de acerto. Errar é reprovar.

    Formação teórica, no entanto, é só parte do trabalho. A Gemologia se aprende olhando. Um gemólogo passa horas com lupa de dez aumentos, microscópio gemológico com iluminação de campo escuro, refratômetro, polariscópio, espectroscópio, balança hidrostática e lâmpadas de ultravioleta. Nenhum desses equipamentos entrega resposta pronta. Todos exigem interpretação de um olho treinado. No laboratório, a informação vale mais pela habilidade do operador do que pela qualidade do instrumento.

    Diamantes cultivados em laboratório por técnicas como CVD e HPHT são indistinguíveis a olho nu. Diferenciá-los exige equipamento avançado e formação técnica sólida (Foto:
    Rapaport)

    E a profissão só ficou mais difícil nas últimas duas décadas. Os sintéticos evoluíram: diamantes produzidos em laboratório por técnicas como CVD e HPHT são hoje indistinguíveis dos naturais a olho nu. Nas gemas coradas, tratamentos cada vez mais sofisticados exigem espectroscopias e análises químicas avançadas para detecção segura. Nenhum desses testes funciona isoladamente. O gemólogo aplica uma marcha analítica, uma sequência ordenada de exames que vai da observação óptica aos instrumentos avançados, e mesmo assim o resultado pode ser inconclusivo. Novas técnicas de tratamento surgem no mercado antes de serem publicadas ou reconhecidas pelos laboratórios, e mesmo profissionais experientes podem, por um tempo, deixar de identificá-las. Nenhum curso rápido ensina esse processo.

    E existe um agravante brasileiro: a Gemologia não é profissão regulamentada por lei federal. A Geologia é, desde a Lei nº 4.076, de 23 de junho de 1962, com fiscalização exercida pelo Sistema CONFEA/CREA. Convém desfazer aqui um mal-entendido comum: geólogo não é sinônimo de gemólogo. Nem todo curso de Geologia oferece a disciplina, e quando oferece, costuma ser como optativa. Há geólogos que se especializam depois, mas por escolha individual, não por consequência da formação. A Gemologia é subárea das Geociências que exige currículo próprio e, ao contrário da Geologia, não tem regulamentação: não existe conselho de classe, não existe registro obrigatório, não existe atribuição legal reservada. Essa lacuna cria a brecha por onde o título entra no mercado sem lastro, seja em laudos de identificação com erros técnicos, seja em avaliações comerciais com valores incompatíveis com a realidade da peça. Quem compra uma esmeralda achando ser natural quando é sintética, ou um rubi com preenchimento de vidro achando ser uma gema natural, descobre o erro tarde: na hora de revender, de avaliar para seguro, de repartir uma herança.

    Existem, no Brasil, gemólogos formados, com diploma reconhecido, anos de exercício da profissão e prática de laboratório. Há também laboratórios sérios, como o Laboratório Gemológico Dr. Rui Ribeiro Franco, mantido pelo IBGM, e o Laboratório Gemológico da AJORIO, referências nacionais reconhecidas no setor. O mercado de luxo brasileiro precisa começar a perguntar credenciais. Cabe perguntar antes de comprar uma gema de valor, antes de aceitar um laudo, na hora de escolher em quem confiar. Como se pergunta o CRM do médico e a OAB do advogado. A Gemologia é ciência, tem currículo, tem laboratório e tem história. Reconhecê-la é reconhecer também quem a exerce com seriedade.

    Isabelle von Randow
    Isabelle von Randow
    Gemóloga, perita e pesquisadora. Entre laboratório, feiras e eventos, traduz o que gemas, minerais e joias contam: da extração ao mercado de luxo.

    Sugestões

    Colunistas

    Anne-Sophie Pic, a chef mulher mais estrelada do mundo, abre as portas de seu novo restaurante em Paris

    Colunistas

    Por que até o wellness precisa desacelerar

    Colunistas

    Como o heritage está presente na beleza de luxo

    Colunistas

    O luxo com sotaque brasileiro: o desejo e a valorização do “brazilian way of life”

    Colunistas

    É o fim do fine dining? Canetas emagrecedoras, pressão constante, aumento dos custos e a mudança no comportamento do consumidor

    Colunistas

    O que uma manhã no Amend Lab diz sobre o luxo de hoje

    Colunistas

    A expertise por trás da Biologique Recherche

    Colunistas

    O que o anel da Taylor Swift ensina ao mercado de luxo

    Negócios

    Shopping Cidade Jardim lança nova campanha institucional

    Beleza

    Wild Vetiver: a nova fragrância da Creed que revisita um de seus ingredientes mais icônicos

    Beleza

    ISDIN apresenta o protetor solar Fusion Water Magic Alcaraz com foco no público desportista

    Turismo

    Descubra os melhores resorts de bem-estar do mundo

    últimas notícias

    Beleza

    Granado abre sua maior loja fora do Brasil no bairro mais elegante de Madrid

    Automóveis

    BMW iX3 elétrico estreia no Brasil com promessa de 570 km de autonomia

    Beleza

    Sebastian Professional abre em São Paulo sua primeira pop-up latino-americana

    Turismo

    O que levou o Rosewood São Paulo ao top 10 dos melhores hotéis do mundo

    Logo

    Categorias

    • Homepage
    • Negócios
    • Boutique
    • Colunistas
    • Sobre

    Institucional

    • Termos e Condições
    • Política de Privacidade
    • Política de Cookies

    contatos

    • Redação
    • redacao@infoluxo.com
    • Marcella Oliveira – (11) 98815-2992

    • Parcerias comerciais
    • Murilo@infoluxo.com
    • Murilo Ogata – (11) 97125-0808
    • carol@infoluxo.com
    • Carol Laurain – (11) 91444-5151

    Anuncie aqui

    • Fale conosco:
    • (11) 91444-5151
    • carol@infoluxo.com

    Inscreva-se

    Redes sociais

    Facebook
    Instagram
    Linkedin
    Youtube

    Copyright 2025 Info Luxo - Todos os direitos reservados

    0
    Seu carrinho (0)
    Empty Cart Your Cart is Empty!

    Parece que você ainda não adicionou nenhum item ao seu carrinho.

    Navegar pelos produtos
    Apply a promo code
    Subtotal
    Frete e impostos calculados na finalização da compra.
    R$ 0,00
    Finalizar compra

    Powered by
    ►
    Necessary cookies enable essential site features like secure log-ins and consent preference adjustments. They do not store personal data.
    None
    ►
    Functional cookies support features like content sharing on social media, collecting feedback, and enabling third-party tools.
    None
    ►
    Analytical cookies track visitor interactions, providing insights on metrics like visitor count, bounce rate, and traffic sources.
    None
    ►
    Advertisement cookies deliver personalized ads based on your previous visits and analyze the effectiveness of ad campaigns.
    None
    ►
    Unclassified cookies are cookies that we are in the process of classifying, together with the providers of individual cookies.
    None
    Powered by

    Cookies

    Nos comprometemos a proteger a privacidade e a segurança dos seus dados pessoais. Todas as informações coletadas por meio de cookies são tratadas conforme a LGPD, garantindo que seus dados sejam utilizados de maneira ética e responsável.
    Aceitar