Após 14 anos, a Maison retoma a Classic Run com um percurso de 600 quilômetros pelas Dolomitas, reunindo colecionadores, patrimônio cultural e sua histórica conexão com o automobilismo
A Louis Vuitton decidiu revisitar uma das iniciativas mais emblemáticas de sua história para reafirmar um dos conceitos que há mais de um século ajudam a definir sua identidade: a arte de viajar. Em setembro de 2026, a Maison promoverá a Louis Vuitton Dolomites Classic Run, uma corrida de regularidade que reunirá alguns dos automóveis clássicos mais raros do mundo em um percurso de aproximadamente 600 quilômetros entre Veneza, as Dolomitas e Monza.

O evento marca o retorno da Classic Run depois de um intervalo de 14 anos. A última edição aconteceu em 2012, com a Serenissima Run, encerrada justamente em Veneza, cidade que agora volta a ser o ponto de partida dessa experiência voltada a colecionadores, apaixonados por carros históricos e convidados da marca.

Os participantes conduzirão modelos produzidos entre as décadas de 1930 e 1970, pertencentes a importantes coleções internacionais, em uma prova de regularidade, modalidade em que o objetivo não é atingir a maior velocidade, mas manter precisão e consistência ao longo do percurso.
A rota foi desenhada para atravessar alguns dos cenários mais icônicos da Itália. A largada acontecerá na histórica Villa Pisani, em Stra, às margens da Riviera del Brenta, antes de seguir pelas estradas das Dolomitas, região reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO. O destino final será Monza, um dos templos do automobilismo mundial.

A chegada coincide com a abertura do Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1. Os veículos participantes desfilarão pelo tradicional Autódromo Nazionale di Monza antes da corrida, aproximando duas eras distintas do automobilismo: a dos clássicos preservados por colecionadores e a tecnologia da principal categoria do esporte a motor.
Além do roteiro pelas estradas italianas, a Louis Vuitton aproveita a iniciativa para reforçar seu envolvimento com a preservação do patrimônio cultural. Durante a Classic Run, a Maison promoverá ações em parceria com instituições como a Villa Pisani, a Reggia di Monza, o Castello Sforzesco, em Milão, e os Museus Cívicos de Veneza, apoiando projetos de conservação e valorização desses espaços históricos.

Uma relação que começou antes da Fórmula 1
Embora hoje esteja fortemente associada ao automobilismo por sua parceria global com a Fórmula 1, a ligação da Louis Vuitton com os carros começou muito antes das pistas.
Em 1897, Georges Vuitton, filho do fundador da Maison, desenvolveu um dos primeiros baús específicos para automóveis. A novidade abandonava o tradicional formato abaulado dos baús de viagem para adotar uma tampa plana, solução que facilitava o transporte nos primeiros carros da época.

Poucos anos depois, surgiram também os chamados Sacs Chauffeurs, bolsas desenhadas para ocupar o compartimento destinado ao estepe dos automóveis, evidenciando como a marca acompanhava a evolução dos novos meios de transporte desde seus primeiros anos.
Essa herança explica por que o universo automotivo permanece presente na estratégia da Maison até hoje. Desde 2024, a Louis Vuitton é parceira oficial da Fórmula 1 e assina os Trophy Trunks utilizados na entrega dos troféus de todos os Grandes Prêmios da temporada, ampliando uma tradição iniciada ainda na década de 1980 com competições esportivas internacionais.
A cerimônia de premiação acontecerá no Castello Sforzesco, em Milão, onde será entregue um troféu criado especialmente para a ocasião.
A peça foi desenvolvida pela designer holandesa Sabine Marcelis em colaboração com a tradicional manufatura italiana de vidro artístico Venini. Como acontece em diversas competições patrocinadas pela Louis Vuitton, o troféu viajará acomodado em um Trophy Trunk produzido artesanalmente pela Maison.

