Edição recordista em inscrições reúne negócios de aveia, menopausa, educação, skincare, finanças climáticas e cacau amazônico, com vencedoras anunciadas em 12 de novembro na capital paulista
Aveia, menopausa, redação escolar, pele brasileira, finanças climáticas e cacau de várzea. A seleção feita pelo júri do Bold Woman Award Brasil 2026 mostra um empreendedorismo feminino que nasce de lacunas bem específicas de mercado e se apoia em pautas como clima, saúde e educação. A Veuve Clicquot divulgou os seis nomes que seguem na disputa, três em cada categoria, e marcou a cerimônia de premiação para 12 de novembro, em São Paulo.

No Brasil, a premiação acontece a cada dois anos, e a edição atual recebeu mais de 300 candidaturas, o maior volume já registrado no país. Bruna Soares, gerente de marketing da Veuve Clicquot no Brasil, trata o prêmio como vitrine para quem vem depois. “Para nós, além de reconhecer grandes trajetórias, com o Bold Woman Award, buscamos dar visibilidade a líderes que possam inspirar a próxima geração de mulheres a liderar com coragem, criatividade e propósito“, diz.
Empresas consolidadas e negócios com menos de cinco anos
A categoria principal, que leva o nome do prêmio, é voltada a empresárias com histórico já estabelecido. Giovanna Meneghel, cofundadora e CEO da Nude, concorre com uma marca brasileira de alimentos à base de aveia que fez da transparência sobre o próprio impacto climático um argumento de venda.

Marina Ratton comanda a Feel, dedicada à saúde íntima e ao bem-estar de mulheres acima dos 40, em um território ainda cercado de tabu como a perimenopausa e a menopausa.

Completa o trio Renata Grando, sócia e COO da Letrus, edtech que usa inteligência artificial para desenvolver a escrita e a leitura de estudantes da educação básica.

Já o Bold Future Award olha para empresas abertas há menos de cinco anos. Eduarda Lopes está à frente da KOTE, marca de skincare alinhada ao clean beauty, com fórmulas pensadas para a pele brasileira.

Martha de Sá lidera a Violet, plataforma de finanças climáticas que aproxima capital de produtores, cooperativas e empresas ligados à conservação e à regeneração da natureza.

Noanny Maia fundou a Cacauaré Amazônia, que trabalha o cacau nativo de várzea a partir do conhecimento tradicional da região e da geração de renda local.

Um prêmio criado em 1972
A referência da premiação é Barbe-Nicole Ponsardin, a Madame Clicquot, que assumiu a maison em 1805, aos 27 anos, e se tornou um dos primeiros nomes femininos à frente de um negócio de champagne. O Bold Woman Award surgiu em 1972 e, segundo a marca, já homenageou mais de 450 mulheres em mais de 27 países, o que faz dele, nas contas da própria Veuve Clicquot, o prêmio internacional mais antigo dedicado ao tema.
A escolha das finalistas coube a um júri de sete nomes. Participam Kristine Drullion, diretora global de Comunicação e Cultura da Veuve Clicquot, Adriano Ciavdar, diretor de Marketing da Moët Hennessy Brasil, Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora, a executiva e conselheira Anna Chaia, a jornalista Fabiana Corrêa, especializada em carreira, Ingrid Barth, fundadora e CEO da PilotIn, e Marcella Zambardino, criadora da Positiv.a e vencedora da edição de 2024.
“Como jurado, fico inspirado pelo nível de excelência e impacto real dos negócios liderados pelas finalistas desta edição. O prêmio vai muito além de um reconhecimento, ele valida a força de mulheres que estão transformando o mercado e construindo o futuro“, afirma Ciavdar.
Na última edição brasileira, há dois anos, Zambardino dividiu a noite com Mariana Torres, fundadora da Diversa Jobs, premiada no Bold Future Award. As sucessoras das duas serão conhecidas em novembro.

