As últimas décadas se caracterizaram, dentro do mercado de luxo, por profundas mudanças estruturais. A manifestação dessas mudanças pode ser percebida em toda a cadeia produtiva e, principalmente, por todos os players que participam dos negócios do setor.
O desejo dos consumidores de abandonarem o papel de coadjuvante no processo aquisitivo para, de fato, serem os autênticos protagonistas na jornada de compra vem quebrando paradigmas do segmento.
Dados que reforçam essa fase de mudança foram publicados pela Bain & Company no estudo Luxury Goods Worldwide Market Study. De acordo com o documento, as projeções indicam que até o ano de 2030 o impulsionamento do setor de luxo terá como elemento fundamental os consumidores engajados. Isso indica que as marcas e empresas, mais do que nunca, precisarão contar com a colaboração dos seus clientes no desenvolvimento de produtos e serviços.
A época em que as grifes elaboravam seus projetos e, após tudo finalizado, apresentavam os resultados para o público parece que, definitivamente, faz parte do passado.
Na contemporaneidade, os clientes almejam ser uma espécie de “parceiro criativo” das marcas. Nesse cenário, não basta apenas o uso de estratégias como a personalização e a customização. É necessário, de fato, incorporar dentro dos métodos produtivos as ideias e ideais dos consumidores para que os produtos atendam realmente as demandas.
No dia 07 de janeiro publicamos aqui no InfoLuxo uma matéria sobre o clube privado que a Mercedes-Benz lançou para uso do seu iate Beyond Horizons. Iniciativas dessa natureza já deixaram de ser analisadas como diferenciais e se tornaram ações necessárias para a manutenção da relevância das marcas na atualidade.
Vale ressaltar ainda que nestes novos modelos de negócios, a experiência ganha amplificação. O investimento das marcas em áreas como o universo artístico, a gastronomia e o bem estar promove uma conexão ainda mais genuína com os clientes e amplia o sentimento de pertencimento. Os caminhos do mercado de luxo permanecem abertos e somente marcas e empresas que entenderem que o rumo deve ser sempre na direção do protagonismo do cliente é que farão ou continuarão fazendo sucesso.
Crédito da imagem: Dolce & Gabbana

