Residências entre 900 e 1.500 m² chegam em dezembro aos Alpes franceses, têm interiores assinados por Peter Marino e podem ser unidas em uma só propriedade
O hóspede mais exigente de Courchevel agora pode atravessar a rua e ter o Cheval Blanc só para si. Em dezembro, a primeira Maison da rede hoteleira do grupo LVMH estreia dois chalés construídos em frente ao edifício original, no Jardin Alpin, com interiores de Peter Marino e afrescos de Vik Muniz. São cinco quartos em 900 m² em um deles e nove quartos em 1.500 m² no outro, que podem ainda ser unidos em uma só residência de 2.400 m².

Os chalés funcionam de maneira independente do hotel, mas trazem consigo toda a sua estrutura, com uma equipe de 15 majordomes e um time gastronômico privativo à disposição dos hóspedes. Quem se hospeda ali tem a rotina de uma casa própria na montanha, sem abrir mão da hotelaria que fez a reputação do Cheval Blanc.
As paredes externas repetem o ocre que identifica o Cheval Blanc Courchevel, enquanto a fachada recebe peças de madeira carbonizada encaixadas umas nas outras, num desenho que lembra marchetaria e revisita o chalé alpino tradicional com linguagem atual.

Dentro, o projeto foi orientado pela luz. Grandes aberturas emolduram La Saulire e o Col de la Loze, e os pés-direitos altos dão escala generosa às áreas sociais. Os quartos seguem o caminho oposto, com proporções mais contidas e atmosfera acolhedora, perfumados pela fragrância Mountain Chic, assinatura olfativa da Maison.

Cada chalé tem saída direta para as pistas de Les 3 Vallées, um dos maiores domínios esquiáveis interligados do mundo, além de piscina, cinema, academia, sauna, hammam e salas de massagem com tratamentos Guerlain. No chalé de nove quartos, a piscina ocupa um ambiente de pé-direito duplo em que vidros e espelhos multiplicam a luz natural. É também ali que ficam o grande salão aquecido por lareiras de dois metros de altura, as salas de música e de jogos com simuladores de Fórmula 1 e outros esportes, o Le Carrousel, espaço pensado para as crianças, e uma adega privativa para jantares mais reservados. O andar superior inteiro é dedicado a um único quarto.

Vik Muniz no centro da cena
Nas áreas comuns, Peter Marino, arquiteto americano com longa trajetória nos projetos do grupo LVMH, desenhou um mobiliário exclusivo para os chalés e reuniu obras escolhidas por ele mesmo e peças de colaboradores antigos. A marchetaria em palha de Lison de Caunes divide espaço com tapeçarias de palha tecida e dourada, criações de René Bidet e as telas geométricas de Guy de Rougemont.
Nesse conjunto, Vik Muniz ocupa lugar de destaque. Conhecido pelas imagens construídas com materiais improváveis, como açúcar, chocolate e resíduos recicláveis, o artista paulistano assina afrescos de paisagens que atravessam os ambientes e ganham protagonismo na sala de jantar, voltada para as montanhas. A presença dele em um dos endereços mais exclusivos dos Alpes reforça o interesse crescente das grandes casas de luxo pela arte contemporânea brasileira.
A Maison ainda não divulgou os valores das estadias.

