Encontro na Soho House teve oficinas de caligrafia, envio de cartões-postais e a escrivaninha do diretor artístico Marco Tomasetta, trazida da matriz
Quem chegava à Soho House São Paulo naquela manhã era recebido por uma árvore diferente de qualquer outra. Em vez de folhas, a Árvore da Escrita carrega a história de uma Maison que há mais de um século acredita no poder de uma caneta sobre o papel. Trazida diretamente da Alemanha, a instalação abriu a celebração da Montblanc e deu o tom de tudo o que viria depois, um convite a lembrar que palavras, ideias e histórias ganham vida no gesto de escrever.

A comemoração marca os 120 anos de dedicação da marca à escrita e os 100 anos de sua produção em couro.

Também vinda da matriz, a escrivaninha de Marco Tomasetta permitiu observar de perto o universo do Diretor Artístico da Montblanc, com os materiais, as formas e os processos que antecedem cada criação. No cargo desde 2021, Tomasetta tem buscado novas interpretações para o encontro entre função, design e artesanato.


A escrita à mão apareceu ainda em oficinas de caligrafia, que propunham desacelerar, e em uma estação de cartões-postais, em que os convidados redigiam mensagens para enviar a quem quisessem.


O calígrafo Fábio Maca orientou uma oficina para criar um Diário de Viagem.


Do estojo de viagem à bolsa inspirada na escrivaninha
A história da Montblanc começa em 1906, com uma caneta-tinteiro que eliminava a necessidade de mergulhar a pena no tinteiro a todo momento, uma mudança considerável na maneira de escrever da época. Vinte anos depois, a Maison desenvolveu seus primeiros estojos de couro, criados para proteger e carregar as canetas em um período em que as viagens se tornavam cada vez mais frequentes. Foi dessa necessidade prática que surgiu o vínculo entre escrita e marroquinaria que agora completa um século.


Esse percurso ficou visível na seleção de peças em couro apresentada no evento, com cores, texturas e formas que traduzem a visão atual da marca para a categoria.

A estrela da manhã foi a The Writing Traveler, bolsa inspirada nos antigos gabinetes de curiosidades. O modelo leva para o couro o espírito da mesa de trabalho, com bolsos e compartimentos pensados para cada objeto pessoal, de canetas e cadernos a pequenos artigos de couro e relógios.
“Celebrar 120 anos de escrita e 100 anos de excelência em couro é, para nós, uma oportunidade de olhar para a nossa história, mas também para tudo o que ainda podemos criar. Foi uma honra reunir tantas pessoas queridas em torno de experiências que traduzem os valores essenciais para a Maison: criatividade, artesanato, cultura e a arte de criar momentos que permanecem”, afirma Juliana Pereira, CEO da Montblanc Brasil.

