Alfaiataria leve, tricô e cores vivas marcam a segunda temporada de Jack McCollough e Lazaro Hernandez à frente da maison espanhola
A pré-coleção Primavera/Verão 2027 da LOEWE já está nas lojas. Segunda temporada assinada por Jack McCollough e Lazaro Hernandez, a dupla que assumiu a direção criativa após a saída de Jonathan Anderson, a linha revisita códigos colegiais e utilitários com uma boa dose de humor. Camisas e suéteres se fundem em uma só peça, o tricô invade as camisarias, e sobreposições e detalhes fora do lugar dão um ar inusitado a modelos conhecidos.

A alfaiataria aparece mais leve, feita em tecidos técnicos, enquanto listras e xadrezes tingidos no fio estruturam algodões, flanelas e tecidos de alta performance. A cartela aposta em cores vivas, como amarelo, laranja, verde e roxo, e os acessórios completam o recado, com destaque para os óculos gatinho Double L. São roupas que pedem um segundo olhar, mas continuam fáceis de usar no dia a dia.


Bolsas em primeiro plano
O couro, matéria que deu origem à casa em 1846, segue no centro da coleção. A Flamenco ganha versão xadrez, com suas dobras macias, e uma nova variação, a Flamenco Flap, de silhueta mais fluida e feminina, em que os nós característicos da linha são reinterpretados em metal entrelaçado. A Amazona 180 surge em cores inéditas e couro granulado, e há ainda modelos com capitonê e bordados, que dão relevo às estampas da temporada.

Para apresentar as novidades, a LOEWE voltou a Madri, cidade de sua sede histórica, e confiou a campanha à fotógrafa norte-americana Talia Chetrit. No elenco estão o ator mexicano Diego Calva, a espanhola Victoria Luengo, a norueguesa Kristine Frøseth e o chinês Jiang Qiming, embaixador da marca. Chetrit fotografou bares de tapas revestidos de azulejos, bancas de mercado, estações de metrô, viadutos e prédios residenciais modernistas.

A fotógrafa, conhecida pelo jogo com cores e superfícies, cria um diálogo direto entre as peças e a paisagem urbana. O amarelo de uma camisa polo reaparece na porta de uma loja e na carroceria de uma van. Uma calça laranja conversa com os toldos das varandas, enquanto janelas e paredes de pastilhas repetem a geometria dos xadrezes. As bolsas são colocadas contra balcões polidos e metal pintado, e um couro vermelho salta sobre um fundo amarelo claro.

A campanha ganha também um filme, embalado por trilha eletrônica de Frederick Sanchez, colaborador frequente das grandes casas de moda. A câmera acompanha o elenco de perto pelas ruas, vagões e interiores, com cortes rápidos e gestos largos, encontrando sensualidade no contato entre o corpo e o tecido. Já as naturezas-mortas, assinatura das campanhas recentes da marca, que exploraram frutas, cubos de gelo coloridos e mel escorrendo, agora trazem mexilhões abertos ao lado de gelo translúcido, sobre fundos azul elétrico e rosa.

