Em parceria inédita com a Singer, Maison francesa leva alta relojoaria, marroquinaria e moda para dois clássicos reinterpretados
A relação da Louis Vuitton com o automóvel começou muito antes de carros se tornarem objetos de desejo e coleção. No fim do século XIX, quando viajar de carro ainda era uma novidade, a Maison já desenvolvia baús adaptados às carrocerias dos primeiros modelos. Mais de um século depois, essa história ganha um novo capítulo. Desta vez, com dois Porsche 911 reinterpretados pela Singer.

A colaboração reúne a Louis Vuitton e o ateliê californiano conhecido por restaurar e personalizar exemplares clássicos do Porsche 911. São dois projetos distintos: um Porsche 911 Reimagined by Singer – Classic, marcado pelas cores e códigos históricos da Maison, e um Porsche 911 Reimagined by Singer – Classic Turbo, conversível desenvolvido com Nicolas Ghesquière, diretor artístico das coleções femininas da Louis Vuitton.

Tudo começou com um pedido para criar um relógio para o painel de um carro da Singer. Desenvolvida pela La Fabrique du Temps Louis Vuitton, na Suíça, a peça mecânica é inspirada no Tambour e pode ser retirada do automóvel para funcionar como relógio de mesa. O projeto cresceu e a Louis Vuitton acabou redesenhando também instrumentos como velocímetro e conta-giros, incorporando elementos gráficos da linha Tambour.
Comandos, saídas de ar, alavancas e outros componentes também receberam tratamentos especiais, aproximando técnicas de acabamento da alta relojoaria da engenharia automotiva.
O primeiro 911 veste as cores da Maison
Construído sobre um chassi cupê Tipo 964, o Classic recebeu carroceria de fibra de carbono em laranja saffron e azul-cobalto, com detalhes amarelos. As referências vêm dos próprios arquivos da Louis Vuitton: o saffron acompanha a marca há aproximadamente 150 anos e dialoga ainda com antigos baús produzidos para automóveis.


O interior foi revestido em couro natural inspirado no VVN, tradicionalmente utilizado em alças e acabamentos das bagagens da Maison. Os bancos incorporam referências ao malletage dos baús Louis Vuitton, enquanto detalhes metálicos foram tratados com técnicas próximas às utilizadas na relojoaria.

O carro mantém a proposta esportiva da Singer, com motor boxer de seis cilindros e 4 litros, aspirado, câmbio manual de seis marchas, tração traseira e freios de carbono-cerâmica.

A Louis Vuitton criou ainda um rack capaz de levar um baú, esquis ou uma prancha de surfe produzida especialmente para o projeto.
Nicolas Ghesquière cria sua versão do 911
O segundo carro segue um caminho diferente e Ghesquière participou da criação do Porsche 911 Reimagined by Singer – Classic Turbo, um conversível branco que mistura referências automotivas e náuticas.

Madeira, couro natural e detalhes dourados dominam o interior. Atrás dos bancos, um compartimento de bagagem revestido em madeira lembra o convés de lanchas clássicas, inspiração que reaparece em diferentes pontos do veículo.

O relógio desenvolvido pela Louis Vuitton ocupa o centro do console, enquanto referências à moda aparecem de maneira menos óbvia: a alavanca de câmbio, por exemplo, faz uma alusão à bolsa Noé. O modelo traz motor boxer de seis cilindros e 3,8 litros biturbo, câmbio manual de seis marchas, tração traseira e carroceria em fibra de carbono.

Do carro para o guarda-roupa
Os dois Porsche ganharam ainda coleções-cápsula próprias. Roupas, sapatos, luvas, capacetes, relógios e bolsas foram criados em diálogo com as cores e materiais de cada veículo. Também há bagagens desenhadas para ocupar exatamente os compartimentos disponíveis nos carros, recuperando uma tradição histórica da Louis Vuitton.

